XI Domingo do Tempo Comum
(Cor verde, Glória, Creio – III semana do Saltério)
Oração
do dia
Ó Deus, força daqueles
que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa
fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e
agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos.
Por Nosso Senhor Jesus
Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
I Leitura
Leitura da profecia de Ezequiel (17,22-24):
Eis o que diz o Senhor: Pegarei eu mesmo da copa do grande cedro, dos cimos de seus galhos cortarei um ramo, e eu próprio o plantarei no alto da montanha. Eu o plantarei na alta montanha de Israel. Ele estenderá seus galhos e dará fruto; tornar-se-á um cedro magnífico, onde aninharão aves de toda espécie, instaladas à sombra de sua ramagem.
Então todas as árvores dos campos saberão que sou eu, o Senhor, que abate a árvore soberba, e exalta o humilde arbusto, que seca a árvore verde, e faz florescer a árvore seca. Eu, o Senhor, o disse, e o farei.
Palavra do Senhor.
Salmo
responsorial (91/92)
Como é
bom agradecermos ao Senhor.
Como é bom agradecermos ao Senhor
e cantar salmos de louvor ao Deus altíssimo!
Anunciar pela manhã vossa bondade
e o vosso amor fiel à noite inteira.
O justo crescerá como a palmeira,
florirá igual ao cedro que há no Líbano;
na casa do Senhor estão plantados,
nos átrios de meu Deus florescerão.
Mesmo no tempo da velhice darão frutos,
cheios de seiva e de folhas verdejantes;
e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus:
meu rochedo, não existe nele o mal!”
Como é bom agradecermos ao Senhor
e cantar salmos de louvor ao Deus altíssimo!
Anunciar pela manhã vossa bondade
e o vosso amor fiel à noite inteira.
O justo crescerá como a palmeira,
florirá igual ao cedro que há no Líbano;
na casa do Senhor estão plantados,
nos átrios de meu Deus florescerão.
Mesmo no tempo da velhice darão frutos,
cheios de seiva e de folhas verdejantes;
e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus:
meu rochedo, não existe nele o mal!”
II Leitura
Leitura da segunda carta de são Paulo aos
Coríntios (5,6-10):
Por isso, estamos sempre cheios de confiança. Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo é um exílio longe do Senhor. Andamos na fé e não na visão. Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor.
É
também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe. Porque
teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que
mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo.
Palavra do Senhor.
Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (4,26-34):
Disse
Jesus: “O Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra. Dorme,
levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota e cresce, sem ele o perceber. Pois
a terra por si mesma produz, primeiro a planta, depois a espiga e, por último,
o grão abundante na espiga. Quando o fruto amadurece, ele mete-lhe a
foice, porque é chegada a colheita.
Dizia
ele: A quem compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o
representaremos? É como o grão de mostarda que, quando é semeado, é a
menor de todas as sementes. Mas, depois de semeado, cresce, torna-se maior
que todas as hortaliças e estende de tal modo os seus ramos, que as aves do céu
podem abrigar-se à sua sombra”.
Era por meio de numerosas parábolas desse gênero que ele lhes anunciava a palavra, conforme eram capazes de compreender. E não lhes falava, a não ser em parábolas; a sós, porém, explicava tudo a seus discípulos.
Era por meio de numerosas parábolas desse gênero que ele lhes anunciava a palavra, conforme eram capazes de compreender. E não lhes falava, a não ser em parábolas; a sós, porém, explicava tudo a seus discípulos.
Palavra
da Salvação.
Comentário
ao Evangelho
O REINO EM PARÁBOLAS
Os
ensinamentos de Jesus eram transmitidos de forma adaptada à compreensão de seus
ouvintes. Ele falava por meio de parábolas, partindo de elementos da vida
cotidiana. A simplicidade das parábolas escondia uma riqueza de conteúdo,
acessível somente a quem estava sintonizado com Jesus. Caso contrário,
corria-se o risco de ficar na materialidade das palavras.
O ambiente
agrícola da Galiléia oferecia ao Mestre inúmeras possibilidades de montar suas
parábolas. A experiência de semeadura e colheita serviu para mostrar como o
Reino tem seu ritmo próprio de desenvolver-se, independente da preocupação
humana. A sementinha colocada na terra segue seu ciclo natural, até produzir a
espiga, sem deixar-se influenciar pela fadiga do agricultor. A palavra do
Reino, uma vez plantada no coração humano, desenvolve-se e frutifica, de
maneira misteriosa, pouco contando a insistência do pregador. Esse deve ser
capaz de confiar e esperar. Os frutos, a seu tempo, virão.
O fato de uma minúscula sementinha de mostarda dar origem a uma árvore considerável serviu para ilustrar o destino do Reino. Embora suas origens sejam extremamente simples, está destinado a crescer e abarcar o mundo. A pequenez é uma etapa necessária. Pretender que o Reino seja grandioso, desde o início, significa atropelar sua dinâmica. O discípulo conhece-lhe, de antemão, o destino.
(O comentário do
Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta,
Doutor em Exegese
Bíblica, Professor da FAJE. In:
Dom Total ).
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